Então ele começou a me olhar.
A se incomodar.
Enquanto eu permanecia ali.
Conversando.
Rindo com meus amigos.
Então ele se aproximou.
Mas por algum motivo que ainda não sei explicar…
eu já não conseguia ouvir a voz que um dia me fez oscilar entre amor e dor.
Então meu pai se aproximou.
“Agora que ela está bem…
você quer estar com ela?”
O rapaz abaixou a cabeça.
E eu olhei para ele.
Sem raiva.
Sem tristeza.
Com compaixão.
Como quem finalmente compreende que algumas pessoas apenas oferecem aquilo que receberam.
Então algo saiu de mim.
Sem necessidade de vingança.
Sem necessidade de provar valor.
“Mas, pai…
quem disse que eu quero?”
Então ele foi embora.
E eu permaneci ali.
Com meus amigos.
Com meus pais.
Comigo.
Até que Tchaikovsky me despertou com uma melodia suave.
E então eu entendi algo.
Muitas vezes passamos anos tentando ser vistos.
Amados.
Validados.
Como se receber amor fosse a condição para finalmente existir.
Como se o olhar do outro pudesse devolver algo que nunca deixou de ser nosso.
Mas existe um momento em que algo muda.
Não porque o outro reconhece.
Não porque finalmente escolhe.
Mas porque deixamos de organizar nossa vida esperando que isso aconteça.
E então o amor deixa de parecer sobrevivência.
E volta a parecer encontro.
Talvez a necessidade de implorar amor desapareça quando a causa que sustentava esse vazio finalmente é vista.
E então surgiu uma pergunta.
O que mudou em mim para que eu deixasse de correr atrás?
O que aconteceu antes da escolha?
Antes de insistir.
Antes de implorar.
Antes de transformar amor em busca por validação.
Foi então que percebemos, Eduardo e eu, que talvez exista um ponto invisível organizando tudo isso antes mesmo da decisão aparecer.
Nem sempre conseguimos enxergar isso enquanto estamos vivendo.
Mas isso não significa que ele não esteja conduzindo silenciosamente nossas escolhas.
Foi a partir dessa pergunta que surgiu a investigação que mudou tudo o que pensávamos que sabíamos.
Não como uma explicação sobre relacionamentos.
Mas como uma forma de olhar para aquilo que antecede nossas escolhas.
E a pergunta que norteia todo nosso trabalho é:
“O que Veio Antes da Escolha?”
Será que nossa vida foi determinada por alo antes mesmo da nossa escolha?
Existem duas formas de prosseguir a investigação e reorganização das suas escolhas:
Primeira maneira está no vídeo abaixo, essa investigação continua a partir da origem dessa pergunta.
A segunda maneira de prosseguir é no nosso Livro “Reorganizando o que Veio Antes da Escolha.”
O livro continua com os textos, análises e já acrescenta exercicios práticos do nosso Método para você iniciar a sua travessia e reorganização de vida.