Continuação da leitura abaixo
Dédina de Souza, Carmo do Rio Claro – 20/05/2026
Sem raiva ou medo, apenas girei o braço e o imobilizei.
O rapaz me olhou com os olhos vermelhos de raiva.
E falou olhando em direção ao Eduardo:
— Parabéns pela aquisição recente de um monte de “merda”.
Foi estranho perceber como aquilo não me atravessava como antes.
E foi ainda mais estranho perceber que aquilo também não abalava Eduardo.
Olhei para o rapaz.
E a mesma tranquilidade continuava em mim.
O soltei.
Eduardo e eu continuamos caminhando de mãos dadas.
Só depois percebi que aquela rua seguia exatamente na direção do lugar que meu corpo aprendeu, há muito tempo, a reconhecer como lar.
Então acordei.
Com a sensação silenciosa de que alguns amores não aparecem para nos prender.
Alguns apenas seguram nossa mão enquanto atravessamos a rua que finalmente nos leva de volta para nós mesmos.
E então outra percepção surgiu.
Algumas pessoas só conseguem permanecer enquanto existe insegurança, culpa ou dependência suficiente para sustentar o lugar que ocupam.
Não porque entendem isso.
Mas porque algo nelas precisa disso para continuar existindo da forma como está.
Existe um momento em que isso muda.
Não de forma brusca.
Mas silenciosa.
Quando você percebe que já não precisa mais se diminuir para manter uma relação viva.
Aprende a colocar limites sem culpa.
Aprende que nem toda aproximação merece acesso ao seu corpo, à sua mente ou à sua vida emocional.
E percebe que isso não é afastamento.
É reorganização.
Mas isso abriu uma pergunta que eu ainda não sabia responder.
Por que eu parei de escolher parceiros de difícil convivência?
O que mudou?
O que vem antes da escolha?
Antes de colocar um limite.
Antes de dizer sim ou não.
Antes de permanecer ou sair.
Existe um movimento interno que começa muito antes da decisão aparecer.
Nem sempre conseguimos enxergar isso enquanto estamos vivendo um relacionamento.
Mas isso não significa que não esteja organizando silenciosamente cada escolha.
Foi a partir dessa pergunta que surgiu a investigação que mudou tudo o que pensávamos que sabíamos.
Não como uma explicação sobre comportamento.
Mas como uma forma de olhar para aquilo que antecede nossas escolhas.
E a pergunta que norteia todo nosso trabalho é:
“O que Veio Antes da Escolha?”
Será que nossa vida é determinada por algo antes mesmo da nossa escolha?
Existem duas formas de prosseguir a investigação e reorganização das suas escolhas:
Primeira maneira está no vídeo abaixo, essa investigação continua a partir da origem dessa pergunta.
A segunda maneira de prosseguir é no nosso Livro “Reorganizando o que Veio Antes da Escolha.”
O livro continua com os textos, análises e já acrescenta exercicios práticos do nosso Método para você iniciar a sua travessia e reorganização de vida.
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